Dor de cabeça frequente, diferente do habitual ou com sinais de alerta

Dor de cabeça e cefaleia: avaliação em Ribeirão Preto

Dor de cabeça que preocupaEnxaqueca e cefaleia tensionalDores intensas da cabeça, da face e da nucaInvestigação e exames

Entenda o tratamento

O que é cefaleia

Cefaleia é o nome médico da dor de cabeça. A Classificação Internacional das Cefaleias (ICHD-3) separa as dores em dois grandes grupos. Nas cefaleias primárias, a dor é a própria condição: é o caso da enxaqueca, da cefaleia tensional e da cefaleia em salvas. Nas cefaleias secundárias, a dor é sintoma de outro problema, como o uso excessivo de analgésicos, alterações da coluna cervical, aumento da pressão dentro do crânio, sangramento ou tumor.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, os transtornos de cefaleia estão entre as condições neurológicas mais comuns e atingem cerca de 40% da população mundial. A maior parte não é grave, mas pode atrapalhar muito o trabalho, o sono e a vida em família.

O papel do neurocirurgião na dor de cabeça

O Dr. Guilherme Veloso Gomes é médico neurocirurgião. Na consulta, o foco é entender o tipo de dor, procurar sinais que sugiram uma causa estrutural e decidir se é preciso investigar. Entre as causas que o neurocirurgião avalia e trata estão tumores, hidrocefalia, malformação de Chiari, aneurisma cerebral, hematomas e alterações da coluna cervical, além de dores de nervos, como a neuralgia do trigêmeo.

Quando a investigação mostra uma cefaleia primária, como a enxaqueca, o plano de tratamento é montado com orientação clara e, quando for o caso, com encaminhamento integrado ao neurologista. Para entender a diferença entre as duas especialidades, veja neurologista ou neurocirurgião.

Sintomas e sinais de alerta

A maioria das dores de cabeça segue um padrão conhecido pela pessoa. Alguns sinais, porém, pedem avaliação médica, e outros pedem urgência:

  • dor súbita e muito forte, que chega ao máximo em poucos minutos;
  • dor com fraqueza, dormência, fala enrolada, perda de visão ou dificuldade para andar;
  • dor com confusão, sonolência, convulsão ou mudança de comportamento;
  • dor com febre e rigidez na nuca;
  • dor depois de pancada na cabeça nos últimos meses;
  • dor que piora ao tossir, espirrar, fazer força ou ao deitar e levantar;
  • dor nova em quem tem câncer ou imunidade baixa;
  • mudança clara no padrão de uma dor antiga.

Dor súbita e intensa, déficit neurológico, convulsão ou confusão são urgência: procure o pronto-socorro ou ligue 192. Saiba mais em quando se preocupar com a dor de cabeça e em dor de cabeça súbita e forte.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico começa na conversa. O médico pergunta onde dói, como é a dor, quanto tempo dura, com que frequência aparece, o que piora e o que melhora, quais remédios são usados e em quantos dias do mês. Um diário da dor por algumas semanas ajuda bastante.

Depois vem o exame físico e neurológico: força, sensibilidade, reflexos, equilíbrio, nervos da face e dos olhos. Em grande parte dos casos, isso basta para chegar ao diagnóstico.

Tomografia, ressonância magnética, angiografia ou exames de sangue entram quando há sinais de alerta, mudança de padrão ou suspeita de causa estrutural. A diretriz britânica do NICE não recomenda exame de imagem apenas para tranquilizar quem tem enxaqueca ou cefaleia tensional típicas. Veja quais exames investigam a dor de cabeça.

Opções de tratamento

Sem cirurgia. É o caminho na grande maioria dos casos. Inclui identificar gatilhos, ajustar sono, alimentação e atividade física, revisar o uso de analgésicos (o excesso pode manter a dor, como explicamos em dor de cabeça por excesso de remédio), tratar a crise e, quando indicado, fazer tratamento preventivo. Em dores ligadas a nervos, como a neuralgia occipital, bloqueios anestésicos podem ser considerados em casos selecionados. A escolha dos remédios é sempre individual e feita na consulta.

Com cirurgia. É considerada quando a investigação encontra uma causa estrutural, como malformação de Chiari com sintomas, hidrocefalia, tumor ou aneurisma, ou na neuralgia do trigêmeo que não responde ao tratamento clínico. A indicação depende da avaliação de cada caso, dos riscos e da preferência do paciente.

Recuperação e acompanhamento

Na cefaleia primária, o acompanhamento é feito com retornos para ver se o plano está funcionando, usando o diário da dor como guia. Quando há cirurgia, a recuperação varia conforme o procedimento e é explicada em detalhes antes da decisão. Em todos os casos, o objetivo é reduzir a frequência e a intensidade da dor e o impacto dela na rotina.

Onde é o atendimento

As consultas são na Clínica SENEC, no Edifício Metropolitan, Av. Antônio Diederichsen, 400, sala 1302, no Jardim América, em Ribeirão Preto. Quando há indicação de cirurgia, os procedimentos são feitos no Hospital São Francisco e na Nova Bene (Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto). O agendamento é feito pelo WhatsApp.

Para se aprofundar

Dúvidas comuns sobre dor de cabeça e cefaleia

Conteúdo educativo. Cada caso depende de avaliação médica individual.

Dor de cabeça que preocupa

Dor diferente do habitual, súbita ou que vem com outros sintomas merece avaliação. Entenda quais sinais pedem atenção e quais pedem urgência.

Enxaqueca e cefaleia tensional

As dores de cabeça mais comuns têm diagnóstico clínico e tratamento para a crise e para a prevenção. O uso frequente de analgésicos também pode manter a dor.

Dores intensas da cabeça, da face e da nuca

Algumas dores têm padrão próprio, como a cefaleia em salvas, a neuralgia do trigêmeo e as dores que nascem na nuca e na coluna cervical.

Investigação e exames

Quando há indicação, exames de imagem e outros testes ajudam a afastar ou encontrar causas estruturais da dor de cabeça.

Ver todas as dúvidas respondidas no blog

Perguntas frequentes

Perguntas sobre dor de cabeça e cefaleia

O neurocirurgião avalia a dor de cabeça principalmente para investigar causas estruturais, como tumor, hidrocefalia, malformação de Chiari ou aneurisma, e dores ligadas a nervos, como a neuralgia do trigêmeo. Quando a causa é uma cefaleia primária, como a enxaqueca, o acompanhamento pode ser feito em conjunto com o neurologista.

Não. Na maioria das vezes, o diagnóstico é feito pela conversa e pelo exame neurológico. A tomografia ou a ressonância são pedidas quando há sinais de alerta ou mudança no padrão da dor, e não apenas para tranquilizar.

Dor súbita e muito intensa, que chega ao máximo em poucos minutos, ou dor com fraqueza, fala enrolada, confusão, convulsão, febre com rigidez na nuca ou depois de pancada na cabeça pede atendimento imediato. Nesses casos, procure o pronto-socorro ou ligue 192.

Leve exames anteriores, a lista de remédios que você usa, inclusive os comprados sem receita, e, se possível, um diário da dor com dias, duração, intensidade e o que estava fazendo quando a dor começou. Essas informações ajudam muito no diagnóstico.

Só em situações específicas, quando a investigação encontra uma causa estrutural, como malformação de Chiari, hidrocefalia, tumor ou aneurisma, ou na neuralgia do trigêmeo que não responde ao tratamento clínico. A indicação depende sempre da avaliação de cada caso.

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