Dor crônica na coluna e nos nervos

Tratamento da dor crônica em Ribeirão Preto

Dor que não passaDor de origem nos nervosDor que continua depois da cirurgia de colunaProcedimentos e medicamentos

Entenda o tratamento

O que é dor crônica

A dor é um sinal de alerta do corpo. Na maioria das vezes, ela melhora à medida que a lesão cicatriza. Em algumas pessoas, porém, a dor continua por meses, mesmo depois do tempo esperado de recuperação.

Pela classificação da Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP), adotada na CID-11 da Organização Mundial da Saúde, dor crônica é aquela que persiste ou volta por mais de três meses. Ela pode vir de um problema identificado, como uma hérnia de disco ou uma lesão de nervo, ou existir sem uma causa única clara. Saiba mais em o que é dor crônica e por que ela não passa.

O Dr. Guilherme Veloso Gomes é médico neurocirurgião e avalia dores com origem na coluna, nas raízes nervosas e nos nervos periféricos. O cuidado costuma envolver outros profissionais, como fisioterapeuta, psicólogo e, quando indicado, outros médicos, porque a dor crônica afeta o corpo, o sono, o humor e a rotina.

Sintomas e sinais de alerta

A dor crônica pode aparecer de formas diferentes:

  • dor nas costas ou no pescoço que dura meses;
  • dor que desce para a perna ou para o braço;
  • queimação, choque, agulhadas ou formigamento, típicos da dor neuropática;
  • dor ao toque leve na pele, como pode acontecer depois do herpes-zóster;
  • dor que continua ou volta depois de uma cirurgia de coluna;
  • sono ruim, cansaço e desânimo ligados à dor.

Procure pronto-socorro ou ligue 192 se a dor vier com perda de força súbita nas pernas ou nos braços, dormência na região entre as pernas, perda de controle da urina ou das fezes, febre com dor intensa na coluna, dor após queda ou acidente, ou perda de peso sem explicação junto com dor que piora à noite.

Como é feito o diagnóstico

O primeiro passo é uma consulta com tempo para ouvir a história da dor: quando começou, onde dói, como é a sensação, o que piora e o que alivia, quais tratamentos já foram feitos e como a dor afeta o sono, o trabalho e o humor.

Depois vem o exame neurológico, que avalia força, sensibilidade, reflexos e testes que ajudam a localizar a origem da dor. Exames como ressonância magnética, tomografia ou eletroneuromiografia são pedidos quando podem mudar a conduta. Nem sempre o exame de imagem explica a dor, e alterações comuns da idade aparecem também em pessoas sem dor. Por isso a decisão junta a história, o exame físico e os exames.

Opções de tratamento

O tratamento é montado para cada pessoa. Em geral, combina mais de uma medida.

Sem procedimento. Exercícios orientados e fisioterapia, educação sobre a dor, cuidado com o sono, apoio psicológico quando indicado e medicamentos prescritos pelo médico, escolhidos conforme o tipo de dor. Entenda melhor em quais remédios são usados no tratamento da dor crônica.

Procedimentos guiados por imagem. Em casos selecionados, podem ser considerados bloqueios, que ajudam a confirmar de onde vem a dor e podem aliviar por um período, e a radiofrequência, usada em algumas dores das articulações da coluna depois de um bloqueio diagnóstico com boa resposta.

Neuromodulação. Para algumas dores neuropáticas que persistem apesar do tratamento adequado, a estimulação da medula espinhal pode ser avaliada, sempre com um período de teste antes do implante definitivo.

Cirurgia. É considerada quando existe uma causa que pode ser corrigida, como compressão de nervo com perda de força ou dor que não melhora com o tratamento conservador. Quando a dor continua depois de uma operação, a avaliação começa de novo: veja por que a dor continua depois da cirurgia de coluna.

A indicação de cada opção depende da avaliação. Nenhum tratamento funciona igual para todos, e os riscos e benefícios são conversados antes de qualquer decisão.

Recuperação e acompanhamento

A dor crônica costuma pedir acompanhamento, não uma consulta só. Nos retornos, o médico avalia a dor, a função, o sono, os efeitos dos remédios e ajusta o plano. O objetivo realista é reduzir a dor e recuperar atividades importantes para a pessoa.

O cuidado com o sono e com a saúde emocional faz parte do tratamento. Veja como a dor crônica afeta o sono e como cuidar da saúde mental durante o tratamento da dor.

Onde é o atendimento

As consultas são na Clínica SENEC, no Edifício Metropolitan, Av. Antônio Diederichsen, 400, sala 1302, no Jardim América, em Ribeirão Preto. Procedimentos e cirurgias, quando indicados, são feitos no Hospital São Francisco e na Nova Bene (Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto). O agendamento é pelo WhatsApp.

Para se aprofundar

Dúvidas comuns sobre tratamento da dor

Conteúdo educativo. Cada caso depende de avaliação médica individual.

Dor que não passa

Dor que dura meses, vai e volta ou atrapalha o trabalho e o sono. Entenda o que é dor crônica e como ela é avaliada.

Dor de origem nos nervos

Queimação, choque, formigamento ou dor ao toque leve, como na dor neuropática e na dor que fica depois do herpes-zóster.

Dor que continua depois da cirurgia de coluna

Quando a dor persiste ou volta após uma operação, é preciso reavaliar a causa antes de decidir o próximo passo.

Procedimentos e medicamentos

Como funcionam os bloqueios, a radiofrequência e as classes de remédios usadas no tratamento da dor, sempre com prescrição médica.

Ver todas as dúvidas respondidas no blog

Perguntas frequentes

Perguntas sobre tratamento da dor

Pela classificação da IASP usada na CID-11, a dor é chamada de crônica quando persiste ou volta por mais de três meses. Esse prazo ajuda a organizar a investigação, mas não significa que a dor deva ser ignorada antes disso.

Muitas dores persistentes têm origem na coluna, nas raízes nervosas ou nos nervos periféricos, áreas do sistema nervoso que o neurocirurgião avalia no dia a dia. A consulta ajuda a entender se existe uma causa que precise de tratamento específico e a montar um plano com outros profissionais.

Não. Em geral, o tratamento começa com medidas sem procedimento, como exercícios orientados, fisioterapia, medicamentos prescritos e cuidado com sono e saúde emocional. Bloqueios, radiofrequência ou cirurgia são considerados em situações específicas, conforme a avaliação.

Sim. O objetivo costuma ser reduzir a intensidade da dor e melhorar a função, o sono e a qualidade de vida. A resposta varia de pessoa para pessoa, e o plano é ajustado com o acompanhamento.

Se você já tem exames de imagem, laudos ou relatórios de tratamentos anteriores, vale levar. Eles ajudam na avaliação, mas o mais importante é a história da dor e o exame neurológico feito na consulta.

Próximo passo

Quer agendar uma avaliação?

Envie uma mensagem pelo WhatsApp com seu nome e o motivo da consulta. Se já tiver exames, leve no dia do atendimento.

Agendar pelo WhatsApp