Epilepsia, Parkinson, tremor, distonia e AVC
Doenças neurológicas: avaliação neurocirúrgica em Ribeirão Preto
Entenda o tratamento
O que é a avaliação neurocirúrgica nas doenças neurológicas
Doenças neurológicas são as que afetam o cérebro, a medula espinhal e os nervos. Epilepsia, doença de Parkinson, tremor essencial, distonia e AVC são exemplos. Na maior parte das vezes, o tratamento é feito com remédios, reabilitação e acompanhamento com o neurologista.
O neurocirurgião entra quando surge a dúvida se uma cirurgia ou um procedimento pode ajudar. É o caso da epilepsia que não responde aos remédios, de alguns pacientes com Parkinson ou tremor cujos sintomas deixaram de ser bem controlados e do AVC hemorrágico, quando o sangramento comprime o cérebro. Para entender melhor o papel de cada profissional, veja qual é a diferença entre neurologista e neurocirurgião.
Essa avaliação é sempre feita em conjunto com a neurologia. A decisão por um procedimento depende da história do paciente, dos exames e da discussão entre as equipes.
Sintomas e sinais de alerta
Alguns sintomas pedem avaliação médica, mesmo que não sejam urgentes:
- Crises convulsivas ou episódios de "ausência" que continuam apesar do tratamento.
- Tremor que atrapalha comer, escrever ou se vestir.
- Movimentos involuntários, posturas anormais ou contrações musculares que não passam.
- Formigamento ou dormência persistente, principalmente se piora com o tempo.
- Tontura frequente sem causa definida.
Procure o pronto-socorro ou ligue 192 imediatamente se houver:
- Fraqueza, dormência ou formigamento súbito de um lado do corpo.
- Boca torta, fala enrolada ou dificuldade para entender.
- Dor de cabeça súbita e muito forte, diferente de qualquer outra.
- Convulsão que dura mais de 5 minutos ou crises seguidas sem recuperar a consciência.
- Perda de consciência, confusão ou sonolência intensa.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico começa na consulta. O médico ouve a história, pergunta quando os sintomas começaram, o que piora e o que melhora, quais remédios já foram usados e com qual resultado. Em seguida, faz o exame neurológico, que avalia força, sensibilidade, reflexos, coordenação, marcha e fala.
Conforme o caso, podem ser pedidos exames como ressonância magnética, tomografia, eletroencefalograma e eletroneuromiografia. Nas doenças do movimento e na epilepsia, a investigação para um possível procedimento costuma ser mais longa e envolve várias especialidades. Saiba como se preparar em como é a primeira consulta com o neurocirurgião.
Opções de tratamento
O tratamento sem cirurgia é a base para a maioria dos pacientes. Inclui remédios ajustados pelo neurologista, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e, em algumas doenças, aplicações de toxina botulínica.
A cirurgia ou um procedimento podem ser considerados em situações como:
- Epilepsia resistente aos remédios, quando a investigação mostra uma região do cérebro responsável pelas crises, ou para implante de dispositivos de estimulação. Leia quando a epilepsia pode ser tratada com cirurgia.
- Parkinson com flutuações dos sintomas ou movimentos involuntários causados pelos remédios, em pacientes selecionados para a estimulação cerebral profunda.
- Tremor essencial e distonia que continuam limitando a vida apesar do tratamento clínico.
- AVC hemorrágico com hematoma que comprime o cérebro, hidrocefalia ou sangramento causado por aneurisma ou malformação de vasos.
Esses procedimentos têm indicação precisa e não servem para todos. Eles podem ajudar a controlar sintomas, mas não curam a doença de base. A indicação depende da avaliação individual e da discussão com o neurologista.
Recuperação e acompanhamento
A recuperação varia muito conforme o procedimento e a doença. Depois de uma cirurgia, o paciente costuma ficar alguns dias internado e segue com consultas de retorno, exames de controle e, muitas vezes, reabilitação.
Quem recebe um dispositivo de estimulação precisa de ajustes periódicos da programação ao longo do tempo. O acompanhamento com o neurologista continua, porque os remédios em geral seguem fazendo parte do tratamento.
Onde é o atendimento
As consultas do Dr. Guilherme Veloso Gomes, médico neurocirurgião, são na Clínica SENEC, no Edifício Metropolitan, no Jardim América, em Ribeirão Preto. As cirurgias são realizadas no Hospital São Francisco e na Nova Bene (Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto). O agendamento é feito pelo WhatsApp.
Para se aprofundar
Dúvidas comuns sobre doenças neurológicas
Conteúdo educativo. Cada caso depende de avaliação médica individual.
Crises de epilepsia que continuam apesar dos remédios
Quando as crises persistem mesmo com o uso correto de remédios, vale entender se existe indicação de investigação para cirurgia ou para dispositivos de estimulação.
Parkinson, tremor e distonia com sintomas difíceis de controlar
Em alguns pacientes com doenças do movimento, procedimentos como a estimulação cerebral profunda podem ser discutidos junto com o neurologista.
Sangramento no cérebro
O AVC hemorrágico é uma emergência. Em parte dos casos, a avaliação neurocirúrgica define se há necessidade de cirurgia ou de drenagem.
Sintomas que precisam de investigação
Formigamento, tontura e outros sintomas neurológicos têm muitas causas. A primeira consulta ajuda a organizar a investigação.
Perguntas frequentes
Perguntas sobre doenças neurológicas
Não. A maior parte das doenças neurológicas é tratada com remédios, reabilitação e acompanhamento com o neurologista. A cirurgia ou um procedimento só entram em discussão em situações específicas, como epilepsia que não responde aos remédios, sintomas de movimento que deixaram de ser controlados ou um sangramento no cérebro que comprime estruturas importantes.
Não é obrigatório, mas ajuda muito. Quando o paciente já acompanha com neurologista, trazer o relatório, a lista de remédios e os exames permite uma avaliação mais completa e facilita o trabalho conjunto entre as duas especialidades.
Leve todos os exames que já tiver, como ressonância, tomografia, eletroencefalograma, exames de sangue e relatórios médicos. Se possível, traga as imagens em CD ou link, além dos laudos. Uma lista dos remédios que usa e das doses atuais também é importante.
Não. A estimulação cerebral profunda pode ajudar a controlar alguns sintomas de movimento em pacientes selecionados, mas não cura a doença nem impede que ela avance. A indicação depende de uma avaliação detalhada feita por uma equipe com neurologia e neurocirurgia.
Procure o pronto-socorro ou ligue 192 se houver fraqueza ou dormência súbita de um lado do corpo, boca torta, dificuldade para falar, dor de cabeça súbita e muito forte, convulsão que dura mais de 5 minutos ou perda de consciência. Esses sinais exigem atendimento imediato.
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