Coluna lombar e cervical
Tratamento da dor nas costas e no pescoço em Ribeirão Preto
Entenda o tratamento
O que é a dor nas costas
Dor nas costas é um sintoma muito comum, e não uma doença única. Ela pode aparecer na região lombar (a parte baixa das costas), no meio das costas ou no pescoço, quando recebe o nome de cervicalgia. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a dor lombar é a principal causa de incapacidade no mundo, e a maioria das pessoas vai ter pelo menos um episódio ao longo da vida.
Na grande maioria das vezes, a dor é chamada de inespecífica: vem de músculos, ligamentos, articulações e discos, sem uma doença grave por trás. Em parte dos casos existe uma causa definida, como hérnia de disco, artrose, estreitamento do canal da coluna ou escorregamento de uma vértebra. Mais raramente, a dor é sinal de infecção, fratura ou tumor, e por isso os sinais de alerta merecem atenção.
A dor pode ser aguda (até seis semanas), subaguda (de seis a doze semanas) ou crônica, quando passa de três meses. Quando a dor desce para a perna ou para o braço, pode haver irritação de uma raiz nervosa, como na dor ciática.
Sintomas e sinais de alerta
Os sintomas mais comuns são dor localizada, rigidez, dificuldade para se movimentar e, em alguns casos, dor que irradia para as pernas ou para os braços, com formigamento. Procure pronto-socorro ou ligue 192 se houver:
- perda de força nas pernas ou nos braços, ou piora rápida da força;
- dormência na região genital, entre as nádegas ou na parte interna das coxas;
- dificuldade para urinar, perda de urina ou de fezes sem controle;
- febre junto com a dor nas costas;
- dor depois de queda, acidente ou batida forte;
- dor no peito, falta de ar ou dor que não muda com nenhuma posição;
- desequilíbrio para andar ou perda de destreza nas mãos, no caso de dor no pescoço.
Histórico de câncer, perda de peso sem explicação, uso prolongado de corticoide, osteoporose e baixa imunidade também pedem avaliação mais cuidadosa. Veja a lista completa em sinais de alerta na dor nas costas.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico começa na consulta. O médico pergunta como a dor começou, onde ela está, o que melhora e o que piora, e se há formigamento, fraqueza ou alteração para urinar. Depois vem o exame físico e neurológico: força, sensibilidade, reflexos e testes que ajudam a identificar se há uma raiz nervosa comprimida.
Exames de imagem não são necessários na maioria dos casos de dor recente. A ressonância magnética costuma ser pedida quando há sinais de alerta, perda de força, dor que persiste apesar do tratamento ou quando se discute um procedimento. Achados como desgaste de disco e abaulamento são frequentes até em pessoas sem dor, por isso o exame é sempre interpretado junto com a história e o exame físico. Saiba mais em quando fazer ressonância da coluna.
Opções de tratamento
O tratamento depende da causa, da intensidade e do tempo de dor. Na maioria das pessoas, ele é feito sem cirurgia:
- orientação sobre a dor e manutenção das atividades, evitando repouso prolongado na cama;
- exercícios orientados e fisioterapia;
- remédios prescritos na consulta, por período definido e sem automedicação;
- abordagens psicológicas, quando a dor é crônica e afeta sono, humor e trabalho;
- procedimentos para dor em casos selecionados, como bloqueios e radiofrequência, quando indicados.
A cirurgia é considerada em situações específicas: compressão de nervo ou da medula com perda de força ou piora progressiva, síndrome da cauda equina, instabilidade, fraturas, infecções e tumores, ou dor irradiada que não melhora com o tratamento clínico bem feito e tem exame compatível. A indicação depende da avaliação de cada caso. Conheça mais em cirurgia de coluna e em hérnia de disco.
Para a dor lombar que dura meses, há um texto específico sobre o tratamento da lombalgia crônica. Para dor no pescoço que desce para o braço, veja dor no pescoço que irradia para o braço.
Recuperação e acompanhamento
A dor aguda costuma melhorar em algumas semanas. Quando ela se prolonga, o acompanhamento serve para ajustar o tratamento, revisar o diagnóstico e evitar exames e remédios desnecessários. Voltar aos poucos ao trabalho e à atividade física faz parte da recuperação, com orientação sobre o que fazer em cada fase.
Também é importante saber que novos episódios podem acontecer. Exercício regular e educação sobre a dor ajudam a reduzir esse risco, e o retorno precoce ao médico é indicado se surgir algum sinal de alerta.
Onde é o atendimento
O Dr. Guilherme Veloso Gomes, médico neurocirurgião, atende em consultório na Clínica SENEC, no Edifício Metropolitan, Av. Antônio Diederichsen, 400, sala 1302, no Jardim América, em Ribeirão Preto. Quando há indicação de procedimento ou cirurgia, o atendimento é feito no Hospital São Francisco e na Nova Bene (Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto). O agendamento é feito pelo WhatsApp.
Para se aprofundar
Dúvidas comuns sobre dor nas costas
Conteúdo educativo. Cada caso depende de avaliação médica individual.
Quando procurar atendimento
Como saber se a dor nas costas pode esperar uma consulta ou se precisa de pronto-socorro.
Dor lombar que não passa
Dor que dura mais de três meses, piora pela manhã ou tem relação com desgaste da coluna.
Dor no pescoço e no braço
Dor cervical que irradia, formigamento na mão e o que isso pode indicar.
Rotina e cuidados no dia a dia
Repouso ou movimento, trabalho sentado e hábitos que podem ajudar na recuperação.
Perguntas frequentes
Perguntas sobre dor nas costas
Não. Na maioria dos casos, a dor lombar e a dor no pescoço melhoram em algumas semanas e a consulta com exame físico já orienta o tratamento. A ressonância costuma ser pedida quando há sinais de alerta, perda de força, dor que não melhora com o tratamento ou quando o resultado pode mudar a conduta.
Em geral, não. As diretrizes recomendam manter as atividades do dia a dia dentro do possível e evitar ficar muito tempo deitado. Movimento leve costuma ajudar mais do que repouso prolongado na cama.
Procure pronto-socorro ou ligue 192 se houver perda de força nas pernas, dormência na região genital ou entre as nádegas, alteração para urinar ou evacuar, febre junto com a dor, dor após queda ou acidente, ou dor no peito. Esses sinais pedem avaliação no mesmo dia.
Pode ser sinal de compressão de uma raiz nervosa no pescoço, como na hérnia de disco cervical ou na artrose. Muitas vezes melhora com tratamento sem cirurgia, mas fraqueza no braço, perda de destreza nas mãos ou desequilíbrio para andar pedem avaliação rápida.
Não. A maior parte das pessoas com dor nas costas é tratada sem cirurgia, com orientação, exercícios, fisioterapia e remédios prescritos na consulta. A cirurgia é considerada em situações específicas, e a indicação depende da avaliação de cada caso.
Outros tratamentos
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